Dia desses decidimos tomar café da manhã no Graciliano por ser um restaurante muito bonito, com uma decoração bem elabora e um vasto cardápio cheio atrativos para todos os gostos. Devido a falta de acesso das casas o programa ia sendo adiado até saber que a filial do Belvedere passou por reformas, retirando a escada da entrada para dar lugar a uma rampa. Era o que faltava para, em pleno Domingo, encontrarmos amigos para um café da manhã.
O primeiro inconveniente, e que em BH é quase impossível evitar, foi a calçada de pedras portuguesas com lombadas e declives/aclives seguidos, quase um motocross próximo do asfalto. Esse tipo de calçada agride obesos, idosos, carrinhos de bebê e até as sandálias de salto que, com toda certeza, transitam pelo restaurante diariamente.
Daí a surpresa, a suposta rampa é, na verdade, uma extensão da calçada ou, sendo mais específico, uma antiga lombada que existia ao lado da escada e foi prolongada até a porta de entrada. Certamente ela foi carinhosamente apelidada de “rampa” por algum pedreiro bem humorado que executou a obra de retirada da escada.
A “rampa” é feita da mesma pedra da calçada e, obviamente, totalmente irregular e desnivelada, sem espaço para apoio dos pedestres e menos ainda para uma cadeira de rodas. Para piorar a situação deixaram um pequeno degrau entre o piso do restaurante e a calçada, que além de impedir um acesso fácil possibilita pequenos acidentes a qualquer transeunte.
Em minha opinião eles deveriam ter optado elo uso do espaço lateral para criar a rampa dentro das regras do CREA, mantendo a escada (de madeira e muito bonita) e assim atenderiam a todos os seus clientes sem correrem o risco de acidentes que responsabilizam a casa e denigrem sua bela imagem.
