Mais uma vez fui “esperto” o suficiente para deixar passar a data de troca do local de votação, e lá fui para a antiga escola onde concluí o (já finado) segundo grau. Mudei do bairro há 8 anos e sempre enrolo para trocar a zona (ui!) eleitoral; fora os 30min de trânsito e o calor, vale reencontrar amigos e fazer uma social.
O lado ruim é comprovar, a cada eleição, que em 8 anos uma escola pública que era tida como a melhor da região, além de não evoluir, conseguiu piorar o que era ruim.
Quando consegui (depois de muita burrocracía e a contra-gosto da diretoria) me matricular, a escola usava o esquema de “sala ambiente” que obrigava o aluno a trocar de sala a cada período de aula. Tudo bem, se não fossem as escadas que dividem a escola em três patamares. Como já existia uma suposta lei para edificações públicas serem acessíveis, o diretor se comprometeu a criar rampas de acesso, e criou, mas eram rampas para skatistas kamikazes ou motocross já que simplesmente jogaram cimento sobre o barranco lateral a escada.
Você arriscaria? Nem eu, nem o resto da turma, que preferia fazer força nas escadas a descer aquilo que chamavam de “rampa” em 1993. Talvez fosse o projeto da rampa do Bob Burnquist mas nada viável para uma cadeira.
O engraçado é que há alguns anos toda a escola foi reformada e “refizeram” as rampas, cada uma com sua característica especial:
1. Em curva, levemente caída para um lado (será que é para escoar a água?!) e com degrau (quebrado) na entrada.
2. De aço gradeada, como as rampas para carrinhos de supermercado e com +- 30° de inclinação. Para entender melhor, uma cadeira motorizada com freio automático que suporta 200kg não parou na rampa!
3. Entre uma árvore e um barranco, tão inclinada quanto a anterior e arenosa. Freios? Pra quê?
É pena que as fotos não mostrem exatamente como são as rampas, mas vale visita-las para conhecer o ápice da engenharia acessível.





14/11/2008 at 9:22 am Permalink
Nossa… lendo isso lembrei-me de uma proposta que minha irmã (pedagoga especializada em deficiências) recebeu de uma diretora de uma escola estadual para transformar a escola, para que ela propusesse as mudanças necessárias para deficientes…
Claro que deu merda… a proposta inicial não foi cumprida, ela tornou-se apenas mais um professora.
Felizmente para o deficientes, a reforma acabou saindo um ou dois anos depois.
Abração